Convite

A paz de estar em paz comigo

A paz de está em paz contigo

Ficar Serena

Ser grande e tão pequena que pudesse caber na sua mão

De forma inesperada por saber que sou imensa, que ardo e que brilho, que sou desmedida e quero confundir você comigo.

Vamos anoitecer e clarear…

Entre risos, beijos, suor, abraços, pernas jogadas nas pernas… cansaço bom.

É nessa paz, com esse pensamento que te tenho como reza. Pra fazer um atalho dos dias sangrentos, pra ritmar e dançar de olhos fechados, segurarmos nossos corpos cheios de vontades pra chegarmos em um Amanhã.

Aquele Amanhã esperado “que há de ser outro dia”, um dia lindo.


Mais uma Primavera

23 de setembro de 2021, chegou a Primavera, sentimentos recomeçam e quem sabe sejamos capazes de vislumbrarmos novos caminhos, de olhar para estrada e seguirmos com um sorriso estampado apesar da dureza imposta.

Apesar das dificuldades ao longo desse tempo, deste período de pesadelos e com tantas questões estapafúrdias açoitando nossos corpos, estamos a nadar contra a correnteza, um retrocesso que parece estarmos presos, sem saída.

Ultimamente respiro o ar da saudade, porém, surge um enorme cansaço, das pessoas, da falta de reação, da ação, desse país, das notícias coberta de miséria e da insanidade no mundo.

No entanto, chegamos em mais uma Primavera, desejamos alguns futuros, o pedidos brotam, que o bem se multiplique, que as percas sejam menores que os ganhos, os reencontros ocorram ao finais de tarde, ao redor de mesas ou num canto qualquer.

Que a Primavera se espalhe e que ela não nos decepcione. Seja bem vinda e floresça na condição de nos trazer felicidades, gestos bons, soluções cabíveis, momentos de alívio e de libertação.

Terra à vista, podemos acender a fogueira e festejar. Abrir portas, janelas e colocar flores no vaso e tentarmos reinventar a vida. Sim, reinventar a vida.


Meu diálogo

O tempo passou.

E não é segredo que sou uma pessoa chata, piorei ao passar dos anos, demoro para encontrar o que realmente gosto, o que salta aos olhos, o que me alimenta.

Objetos, minha casa, cores, livros, som, conversas, universos que defendo é que dizem algo de mim ou para mim.

Uma memória. Algo que me traz alguém. Uma história… Afeto e conforto de poder me sentir acolhida. Os anos me trouxeram apreço por minha totalidade. cuidado para comigo, para o que vejo e o que sinto.

A maneira que vejo tudo em minha volta e como vivo, diferentes aspectos que contornam meus quereres é meu diálogo com o mundo.


O Que Sobrou

É muito triste e muitas vezes muita mais que tristeza, é tudo que foi perdido, foi deixado para trás, tudo que não volta e que não renasce, tudo que traz um sentimento de impotência, como se não nos restasse muito o que fazer, porque nossa resistência está ameaçada diante do sorriso cínico, das incompetências diante do que lhes competem, do estado de miséria educacional, dos desastres culturais e desastre humanitário…

E mesmo recorrendo ao sopro do sorriso, a beleza que aponta no céu ao cair da tarde, posso dizer para as pessoas que ainda conseguem pensar, amar e tentam reorganizar a vida diariamente, a sensação que tenho é que perdemos o chão e o que sobrou é a tentativa de nos equilibramos em uma gigante corda bamba.


Um anjo

Desejo um anjo. Um anjo que traga com ele um vento que desalinhe os meus cabelos e sopre gestos de gentilezas e sensibilidades no ar, que traga com ele uma esperança quase perdida nesses dias de pouca fé.

Ah.. Um anjo que abra os portões que derrubem os muros, iluminem os dias e me faça suspirar com alegrias profundas. Quem sabe eu possa morar na luz do sol ao amanhecer e sorrir com o ato simples da luz solar ao se despedir do dia ao tocar o chão.

Sim, eu preciso de um anjo para arrumar as minhas asas para que eu possa acreditar em possibilidades.