Sempre o quis

Eu sempre o quis. Como se o infinito começasse ali. O quis até mesmo quando desejei não o querer, quando acreditei que a vida pudesse ser feita de vento, mar e céu azul. E quando o tempo passa de forma estranha, quando não consigo entender o que o tempo quer da minha vida, continuo o querendo e o amando com a alegria de quem conta estrelas e espera flores em arbustos para colocá-las nos vasos e se perde entre uma palavra ou outra que saí de sua boca na longa expectativa de segurar sua mão e olhar nos seu olhos e descobri que eu moro ali.


O Gosto pela vida

Olhando para todo feito em minha vida mesmo ao perceber que nada foi perfeito, o que não possui nenhuma relevância, porque a perfeição jamais foi meu intuito, por isso quando olho para tudo, aqui e agora, quando lembro de minhas travessias, meus encontros, quando olho para o mundo, desejo continuar.

Apesar de sentir o medo da morte, porquê não é essa a questão, tenho receio de deixar a vida, de deixar os feitos da vida, mesmo sabendo que nada possuo… gosto tanto das questões que envolve o viver, as complexidades, os entusiasmos, às mudanças e movimentos em tudo que se faz no passar dos segundos.

Talvez por isso jamais enxerguei sentido na morte, sempre existe algo a ser feito, desejado… como colher a jabuticaba do pé e olhar o céu azul depois de dias de intensas invasões de água.


Fazer sentido

Perante minhas crenças, meus sentimentos e até minhas contradições acredito que tudo precisa fazer sentido, tudo em volta, tudo por dentro, sem ausências, porque explorar a vida e o que precisa ser visto, falado, escutado tem que ter um sentido que de alguma forma explique o que parece não ter explicação.


Lisboa – ANAViTÓRIA

Eu vejo tua cara
O teu querer perverso
A gente fica bem aqui no chão da sala
Eu te queria a vida toda
Te confesso
Por mim, a gente nem precisa mais da estrada

Eu vejo você longe
E quero você perto
Fica na minha sombra
Eu posso ser teu rastro
Não quero tu na linha
Vivo, morto ou Claro
Eu quero tu na minha boca
E a minha boca quer você

Diga pra mim que é real
Que eu te prometo meu melhor
Fala pra mim o que eu quero ouvir
Que tu sentiu o que eu senti

Eu vejo tua cara
O teu querer perverso
A gente fica bem aqui no chão da sala
Eu te queria a vida toda
Te confesso
Por mim, a gente nem precisa mais da estrada

Eu vejo você longe
E quero você perto
Fica na minha sombra
Eu posso ser teu rastro
Não quero tu na linha
Vivo, morto ou Claro
Eu quero tu na minha boca
E a minha boca quer você

Diga pra mim que é real
Que eu te prometo meu melhor
Fala pra mim o que eu quero ouvir
Que tu sentiu o que eu senti
Me diga agora por favor
Que eu vou correndo te abraçar
Te quero tanto, é quase dor
É com você que eu quero estar

Se for por mim
Vai ser assim
É só você querer

Pra gente, enfim, se amar
Pra gente, enfim, se amar
Pra gente, enfim, se amar
Pra gente, enfim, se amar


Simples é complicado

Meu anjo

Você nem imagina, nem mesmo poderá um dia entender…

Pode não ser complicado, pode parecer simples, talvez seja, mas quando fecho os olhos, quando sei o que sinto, não é tão fácil como sempre acreditei que pudesse ser.

Eu não alcanço você. O voo parece longo, minha respiração fica ofegante e as vezes eu só preciso respirar um pouco.

Entre uma asa quebrada e os ventos fortes que tenho vivenciado durante este tempo eu consegui encontrar pouso em alguns dias e quando olho pra você a vida se estende.