Modesta Alegria

Sentada na cadeira de balanço, nas mãos um caneco de cor vermelha, um café quente numa noite nublada e um tempo duvidoso. Com uma das mãos ao passar nos cabelos, vem uma alegria, uma pequena e modesta alegria, essa alegria de sentir por essa vida e por esse mundo o incompreensível, o que chamamos de Amor.

Esse gosto pelas cores, por cada som, os sentidos misturados no que vejo, no que toco, tanto quanto em tudo que não vejo, que não toco, mas sinto para além do espaço que habito.

Amar é preciso, não para entender, porém precisamos amar para não ter medo, para colocar a mão no meio do escuro e abrir a janela, precisamos amar para sentir o gosto do café, o sabor do pão, para desejar a liberdade de ir e vir, de querer olhar alguém e ser feliz, de repente vir essa modesta alegria, mesmo sem saber como será o futuro, mesmo com algumas batalhas perdidas, esse direito de viver essa modesta alegria e poder caminhar. Com coluna ereta e cheia de resistência amorosa.



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