Lugar Que Habito

A vida passa depressa e nosso corpo em movimento constante cheio de mudanças, de flagelos, de percas e construção e reconstrução diante de tudo que nos move, diante de todos os espaços que queremos ocupar e principalmente sentir.

Como mulher jamais desejei viver o padrão, seja qual for, o diálogo com meu corpo é feito a partir de posturas que adotei e que me sustentam até aqui.

E lembro todos movimentos que o moldaram. O corpo que abriga, que produz alimento, que se fez morada e entrega. Meu corpo que ao passar dos anos busca novos espaços, reivindicações de existência.

O corpo materno, um corpo de uma mulher negra, um corpo cinquentenário, o corpo que faz o caminho, o meu corpo. Este que sente, que grita, que sangra, que silencia, que deseja, que se faz presente mesmo quando acreditam que vive na invisibilidade.

Meu corpo é minha existência. Minha casa, minha estrada, minha liberdade. Minha dança, minha escrita, minha voz no mundo.



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