As palavras guardadas

coqueiros-romeu-e-julieta-mangue-seco

No amor os momentos do silêncio são os instantess das vidas envolvidas nutrir as reais palavras, aquelas palavras guardadas muito mais relevantes quais aquelas que apontam as dores, que explicam histórias, que perguntam e exigem, palavras que se perdem.

Para o amor uma dosagem de silêncio é o tempo que se refaz em cima, muitas vezes, no que ainda não foi feito.

O silêncio sem a multidão, aquele silêncio da lágrima no choro da saudade ou o silêncio que os olhos exibem um mundo de palavras.

Guardar as palavras no conteúdo da manifestação do silêncio é como entender o que existe dentro do próprio ser e do outro qual amamos.

Assim, é só ter cuidado nas estradas, entender que a luz apagada, a falta de palavras é só um momento de descanso, há no silêncio um Eu Te Amo. 


Apenas agora

DSC02160

Não tenho paciência por um tempo que poderá chegar. Gosto da vida que corre, da vontade que faz as ondas balançar o barco, desde de criança me descreviam as esperas, no entanto, sempre preferi mudar o rumo das conversas, modificar o que me diziam, preferi apostar num futuro que ainda não existia, mas já se fazia presente no qual o momento eu vivia.

Muitas vezes a vida sempre esteve pronta dentro de mim, assim, consegui viver no agora, no tempo do ser presente e posso dizer que o agora não demora, se faz futuro sem passado algum.

Sempre me dizem que o meu tempo é diferente dos tempo que me cercam, pode ser, mas eu não vivo correndo, nem vivo atrasada, apenas não posso esperar. 

Eu quero o desejo agora, não quero o futuro que não tenho, nem nesmo o passado que deixei para trás, o meu tempo me tira tudo, leva meus amores, minhas estações, minhas noites e meus dias, o meu tempo não volta.

Então, se a vida pode  me ofertar algo bom,  um sorriso, uma alegria, uma imensidão de desejo sem fim, que seja agora, sem esperas, nunca gostei de caminhos longos, nem mesmo de atalhos, sem  explicações.

Apenas Agora.


Modesta Alegria

Sentada na cadeira de balanço, nas mãos um caneco de cor vermelha, um café quente numa noite nublada e um tempo duvidoso. Com uma das mãos ao passar nos cabelos, vem uma alegria, uma pequena e modesta alegria, essa alegria de sentir por essa vida e por esse mundo o incompreensível, o que chamamos de Amor.

Esse gosto pelas cores, por cada som, os sentidos misturados no que vejo, no que toco, tanto quanto em tudo que não vejo, que não toco, mas sinto para além do espaço que habito.

Amar é preciso, não para entender, porém precisamos amar para não ter medo, para colocar a mão no meio do escuro e abrir a janela, precisamos amar para sentir o gosto do café, o sabor do pão, para desejar a liberdade de ir e vir, de querer olhar alguém e ser feliz, de repente vir essa modesta alegria, mesmo sem saber como será o futuro, mesmo com algumas batalhas perdidas, esse direito de viver essa modesta alegria e poder caminhar. Com coluna ereta e cheia de resistência amorosa.


Minha sede

Um vento forte

Algumas saudades

Saudade de um gosto

Saudade de beber algo…

Saudade ou vontade?

O que tanto sinto falta?

Meus lábios parecem secos

Preciso de uma bebida

Algo que molhe meus lábios

Passe pela garganta, queime entre meus seios e preencha meus pulmões, meu ar… 

Com um sabor atdente e leve, junto com sorriso.

Essa vontade, essa sede…

Essa saudade de você


Mudez

Sinto.

Respiro…

Calo e coloco um olhar adiante.

Sem palavras, sem fala, caminho delicadamente em silêncio. Emudeço longe de ti, emudeçi diante de ti. Assim, adormeço e amanheço aos gritos de um peito em silêncio.